Caso Master: Moraes e Nunes Marques sob suspeição

O programa Estadão Analisa desta segunda-feira, 8 de junho, abordou a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido de suspeição apresentado por quatro senadores contra…

O programa Estadão Analisa desta segunda-feira, 8 de junho, abordou a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido de suspeição apresentado por quatro senadores contra o ministro Kassio Nunes Marques. O magistrado havia sido sorteado para relatar o mandado de segurança sobre a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) argumentaram que Nunes Marques não deveria atuar no caso por sua proximidade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar está entre os citados nas apurações sobre suspeitas de participação em um esquema de fraude financeira ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O comentarista Carlos Andreazza também falou sobre o caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ele acionou o STF para pedir o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da análise de um requerimento relacionado a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O pedido ocorre depois que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou a ampliação de uma investigação que já envolve Eduardo Bolsonaro, incluindo também Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro no escopo das apurações.

A discussão sobre a suspeição de ministros do STF ganhou destaque após os pedidos dos parlamentares. No caso de Nunes Marques, a defesa dos senadores apontava que a relação com Ciro Nogueira poderia comprometer a imparcialidade do relator. Fachin, no entanto, entendeu que não havia motivos para afastar o ministro do processo.

Em relação a Flávio Bolsonaro, o senador busca evitar que Moraes analise o caso, argumentando que o ministro teria posicionamentos anteriores que indicariam parcialidade. A movimentação ocorre em meio ao avanço das investigações que miram figuras políticas ligadas ao ex-presidente. O desfecho desses pedidos deve influenciar os próximos passos da CPI e das apurações sobre o Banco Master.