Catadores: heróis do lixo que geram renda e salvam o planeta

O Sebrae promove em São Paulo a 1ª Jornada Desafio Pimp, evento que reúne representantes de 24 estados para discutir o papel dos catadores de materiais recicláveis na economia e no meio…

Catadores: heróis do lixo que geram renda e salvam o planeta
Tulio Vidal

O Sebrae promove em São Paulo a 1ª Jornada Desafio Pimp, evento que reúne representantes de 24 estados para discutir o papel dos catadores de materiais recicláveis na economia e no meio ambiente. A iniciativa, feita em parceria com o Movimento Pimp My Carroça, coloca gestores e consultores em contato direto com a rotina desses profissionais.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que discutir reciclagem é também falar sobre desenvolvimento econômico e geração de renda. Para ele, grande parte do que é chamado de lixo tem valor econômico e o desafio é criar condições para que esse valor seja aproveitado. “Os catadores já fazem a parte deles todos os dias. A pergunta é: estamos fazendo a nossa?”, questionou.

O evento integra o Encontro Técnico Nacional do Projeto Pró-Catadores. Atualmente, o projeto está presente em 24 unidades da federação. Em 2025, a iniciativa alcançou 421 organizações de catadores, beneficiou 5.931 trabalhadores e chegou a 244 municípios. As organizações participantes registraram crescimento médio de 21,7% no faturamento e evolução de 30,1% nos indicadores de maturidade de gestão. O volume de investimentos mobilizados soma R$ 29 milhões.

Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Augusto Togni, o desafio é ampliar o reconhecimento dos catadores como agentes econômicos e ambientais. “Quando uma cidade funciona melhor porque menos resíduos vão para os aterros, existe uma conexão direta com o trabalho dos catadores. Eles são uma parte muito importante da solução”, disse.

Gustavo Pereira Rodrigues, de 35 anos, é catador há quase dez anos em São Paulo. Ele encontrou na reciclagem uma alternativa para sustentar a família. “Eu estava procurando serviço e não conseguia encontrar uma oportunidade. Um amigo me falou sobre a reciclagem e resolvi tentar”, contou. Durante a jornada, Gustavo liderou um dos grupos de imersão e compartilhou conhecimentos sobre rotas, segurança e relação com a população.