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Eleições 2026: datas, candidatos e pesquisas até outubro

Primeiro turno acontece em 4 de outubro e disputa presidencial concentra atenção, mas eleitor também escolhe governadores, senadores e deputados.

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Eleições 2026: datas, candidatos e pesquisas até outubro

O primeiro turno das eleições 2026 está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro caso nenhum candidato à Presidência ou a governos estaduais alcance mais da metade dos votos válidos. A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto e o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV entra no ar a partir de 28 de agosto.

Além do comando do país, o eleitor decide neste ano quem assume os 27 governos estaduais, ocupa as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, disputa 54 das 81 vagas do Senado e preenche as assembleias legislativas estaduais. São cerca de 159 milhões de brasileiros aptos a votar, segundo dados reunidos pelo guia sobre as eleições 2026 publicado pelo Seu Dinheiro.

Quem disputa a Presidência em 2026

A corrida pelo Palácio do Planalto tem vários nomes na urna, mas está concentrada em dois polos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta a reeleição com Geraldo Alckmin (PSB) de novo na vice, apoiado na estrutura do governo e na base política que construiu ao longo de décadas.

Do outro lado está o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo partido para representar o campo bolsonarista depois da prisão de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado em 2022. O vice na chapa é o deputado Alfredo Gaspar, também do PL.

Uma análise do banco BTG Pactual em parceria com o instituto Nexus, citada pelo Seu Dinheiro, mostra que Flávio conseguiu herdar parte relevante do eleitorado que antes votava em Jair Bolsonaro, consolidando-se como o principal adversário de Lula. Outros nomes, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), aparecem na disputa oscilando perto de 5% das intenções de voto, sem sinal de crescimento que os coloque entre os dois favoritos.

O que dizem as pesquisas até agora

De acordo com a média de pesquisas compilada pelo BTG e reproduzida pelo Seu Dinheiro, Lula aparece com 40,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,4% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de cerca de 7,5 pontos percentuais. Em simulações de segundo turno, essa vantagem diminui para pouco mais de 4 pontos.

O levantamento também aponta que os dois principais candidatos têm índices de rejeição próximos de 50%. Esse dado ajuda a explicar por que a disputa é considerada apertada mesmo com Lula na liderança: não é apenas uma questão de quem tem mais apoio, mas de quem consegue evitar perder eleitores para a rejeição do adversário.

Uma matéria da Kinvo sobre o tema reforça esse ponto ao afirmar que um segundo turno é visto como cenário provável, justamente pelos altos níveis de rejeição registrados dos dois lados. Para conferir a análise completa, vale acompanhar o resumo sobre a corrida eleitoral de 2026 feito pela Kinvo.

Por que os outros cargos também importam

A atenção da campanha tende a se concentrar na disputa presidencial, mas o resultado nas urnas para governador, senador e deputado federal e estadual define a governabilidade dos próximos quatro anos. Nenhuma mudança em tributação, programas sociais, orçamento público ou reformas econômicas avança sem o apoio do Congresso Nacional eleito em outubro.

No plano estadual, os deputados eleitos cumprem função equivalente, aprovando ou barrando pautas que afetam diretamente áreas como segurança pública, saúde e educação dentro de cada estado.

O que pode mudar até outubro

Com a campanha ainda em fase inicial, o início do horário eleitoral gratuito em 28 de agosto deve aumentar a exposição de todos os candidatos, inclusive os que hoje aparecem distantes da liderança. Debates, viagens pelo país e movimentação nas redes sociais tendem a se intensificar nas próximas semanas, embora a participação de Lula e Flávio Bolsonaro nos debates presidenciais ainda não esteja confirmada.

Fatores externos à disputa eleitoral, como o preço dos alimentos, o nível de endividamento das famílias e eventuais crises políticas, também podem pesar no humor do eleitor conforme a campanha avança. Como a vantagem de Lula não é considerada suficiente para decidir a eleição já no primeiro turno, o cenário de segundo turno segue como o mais provável até a votação de 4 de outubro.

Fontes

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