As micro e pequenas empresas (MPEs) geraram, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de seis em cada dez empregos formais criados no país. Segundo levantamento do Sebrae feito com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e maio as MPEs responderam por mais de 450 mil empregos de um universo de 767 mil postos de trabalho.
Somente em maio, o total de vagas das MPEs foi quase três vezes maior que os empregos criados nas médias e grandes empresas. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os números desse levantamento reiteram o papel de destaque que os pequenos negócios ocupam na economia.
“As micro e pequenas empresas têm dado uma contribuição fundamental para a situação próxima ao pleno emprego que vivemos hoje, respondendo por aproximadamente 50% do estoque de postos de trabalho e 40% do total da massa salarial no país”, afirmou Rodrigo Soares.
Em maio deste ano, as micro e pequenas empresas do setor de Serviços seguiram liderando a geração de empregos, com mais de 26 mil contratações, seguidas das empresas da Construção (17 mil vagas) e Comércio (1 mil vagas).
Os números do Caged mostram que, no acumulado de janeiro a maio de 2026, as MPEs criaram 450.393 vagas (59% do total), enquanto as médias e grandes empresas (MGEs) responderam por 237.922 vagas (31%). O total de empregos no período foi de 767.326. Em maio de 2026, as MPEs geraram 42.078 empregos (58% do total), ante 15.013 das MGEs (21%), em um universo de 72.960 vagas.
Os dados reforçam a importância dos pequenos negócios para o mercado de trabalho formal brasileiro. O levantamento do Sebrae, baseado em informações oficiais do Caged, aponta que as MPEs continuam sendo as principais responsáveis pela abertura de novas vagas no país.
