O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, e o superintendente do Sebrae Ceará, Joaquim Cartaxo, participaram nesta sexta-feira (29) de uma agenda em Fortaleza voltada à sustentabilidade, inclusão produtiva e economia circular. Durante a programação da Semana do MEI 2026 no estado, foi assinada uma parceria entre o Sebrae e a Petrobras Biocombustível (Pbio) para o desenvolvimento da cadeia de biocombustíveis a partir da coleta de óleo.
A iniciativa prevê ações de incentivo a boas práticas, capacitação de catadores e desenvolvimento de novos modelos de negócio. O objetivo é ampliar a geração de renda e fortalecer a inclusão socioprodutiva de trabalhadores ligados à reciclagem.
“Nosso objetivo com essa parceria é fortalecer a economia, promover a sustentabilidade e melhorar a qualidade de vida. O Sebrae segue com o compromisso de apoiar os catadores de materiais recicláveis, promovendo a organização de cooperativas e incentivando a coleta e a reciclagem”, afirmou Rodrigo Soares.
A assinatura do protocolo ocorreu durante o lançamento do Projeto Pró-Catadores Ceará, na sede do Sebrae CE, na Praia de Iracema. O evento contou com autoridades estaduais e municipais, além de representantes de instituições ligadas a trabalho, meio ambiente, limpeza urbana e economia circular.
A presidenta da Rede dos Catadores de Resíduos Sólidos Recicláveis do Estado do Ceará, Leina Duarte, destacou a importância da parceria. “Estamos muito felizes com essa aproximação com o Sebrae, porque precisamos de iniciativas construídas com os catadores e para os catadores. Nós sabemos como fazer acontecer e queremos continuar transformando resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, disse.
Alex Gasparetto, presidente da Pbio, explicou que a empresa já trabalha com cooperativas de catadores há dois anos na coleta de óleo de cozinha. “Essa junção entre Pbio e Sebrae vai alavancar esse projeto e a inclusão dos catadores no processo de produção de biocombustível”, afirmou.
Além da cerimônia, Rodrigo Soares visitou a unidade de produção do ProjetoZRO, iniciativa que transforma resíduos plásticos em produtos de maior valor agregado. O projeto é executado pelo Sebrae Nacional e pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (THP). O objetivo é estruturar um modelo de negócio que melhore a renda de pessoas com baixa qualificação técnica e retire plásticos da natureza.
Atualmente, o Sebrae mantém seis oficinas de transformação nos estados de Sergipe, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará. A oficina de Fortaleza é composta por cinco mulheres já capacitadas e está na etapa inicial de operação produtiva. A catadora Maria Alcântara, de 72 anos, afirmou ser responsável pela renda familiar. “O projeto ganhou outra dimensão com a entrada do Sebrae”, disse. Gilvany Mota, de 40 anos e mãe de seis filhos, declarou que o trabalho representa cuidado com o meio ambiente. “Eu consigo ajudar minha família e também a natureza. Meu dia a dia é limpar o meio ambiente e transformar plástico”, afirmou.
