O Sebrae recebeu o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça (7ª Edição), concedido pelo Ministério das Mulheres, em Brasília. A certificação reconhece as políticas internas adotadas pela instituição nos últimos três anos.
Em maio deste ano, o Sebrae atingiu 41% de representatividade feminina nos cargos de chefia. Também aumentou a quantidade de pessoas negras no quadro de colaboradores, que chegou a 29,2% do total.
De acordo com a analista de Gestão de Pessoas do Sebrae, Jeniffer Ribeiro, o resultado mostra que a organização não ficou apenas no discurso. “Mexeu na estrutura interna da organização”, afirmou. Ela disse ainda que o selo não é um prêmio casual, mas o reflexo de uma instituição que se tornou “estruturalmente melhor e mais justa”.
A transformação começou em 2023, quando o Sebrae realizou um censo e uma pesquisa de cultura inclusiva. O levantamento mapeou o perfil dos colaboradores no órgão nacional e permitiu a criação de ações para promover a equidade de gênero e raça.
Entre as medidas adotadas estão o Processo Seletivo Prioritário, com vagas abertas com prioridade para pessoas negras, e a Universalização das Licenças Parentais. Os 180 dias de licença-maternidade e a paternidade ampliada passaram a valer para todos os arranjos familiares, incluindo casais homoafetivos e processos de adoção. Também foi criado um Protocolo de Saúde Mental para atuar de forma preventiva contra assédio e discriminação.
Em julho de 2024, o lançamento da Política DIEP (Diversidade, Inclusão, Equidade e Pertencimento) formalizou o compromisso da organização. A política passou a orientar todos os processos seletivos. Para Jeniffer, esse marco representa um posicionamento definitivo do Sebrae Nacional. “O tema deixou de ser uma intenção e se tornou uma diretriz corporativa permanente”, comentou.
Selo Pró-Equidade
O Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma iniciativa do Ministério das Mulheres. Ele reconhece empresas comprometidas com a igualdade de gênero e raça no ambiente de trabalho. Nesta edição, 80 empresas de diferentes setores receberam a certificação. Para obtê-la, as organizações precisaram concluir dois anos de implementação de planos de ação voltados à valorização da diversidade, à ampliação da participação feminina em cargos de liderança e à redução das desigualdades no mercado formal de trabalho.
