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Como Fazer

Como criar um QR Code PIX

Feira, balcão e venda por mensagem pedem escolhas diferentes na hora de montar.

Por · · 5 min de leitura
Balcão de madeira de cafeteria com xícara de café e vaso pequeno
O código estático não muda de valor

Quem vende no balcão, na feira ou pela internet cedo ou tarde precisa de um QR Code PIX. A cobrança fica mais rápida, some o erro de digitação da chave e o cliente não precisa perguntar o valor.

Existem dois caminhos para chegar nele, e a diferença entre os dois importa.

Estático e dinâmico não são a mesma coisa

O QR Code PIX estático é gerado a partir da sua chave e pode ou não ter valor fixo. Ele serve para ser impresso e ficar no balcão, e o mesmo código atende quantos pagamentos vierem.

O dinâmico é gerado a cada cobrança, tem valor e identificação próprios, vence em prazo definido e permite conciliar quem pagou o quê. Ele depende de integração com o banco ou com um provedor de pagamento.

Para o dia a dia de quem só quer receber, o estático resolve. E ele não exige nada além da chave: qualquer gerador de QR Code monta a imagem em segundos, sem instalar programa e sem cadastro.

Qual usar em cada situação

Estático e dinâmico lado a lado
SituaçãoQual usar
Placa fixa no balcãoEstático, sem valor definido
Preço único de um produtoEstático com valor
Cobrança individual por clienteDinâmico
Vaquinha ou doaçãoEstático, sem valor
E-commerce com conciliaçãoDinâmico, via provedor
Cobrança com vencimentoDinâmico

A regra prática: se você precisa saber exatamente qual pagamento é de quem, o caminho é o dinâmico. Se basta receber, o estático dá conta.

Como montar o seu

  1. Escolha a chave. CPF, CNPJ, telefone, e-mail ou chave aleatória.
  2. Prefira a aleatória para código público. Ela não expõe seu telefone nem seu documento.
  3. Informe o nome do recebedor. É o que aparece na tela de quem paga e gera confiança.
  4. Defina se haverá valor fixo. Com valor, o cliente não erra; sem valor, serve para qualquer quantia.
  5. Teste antes de imprimir. Escaneie com o próprio celular e confira nome e valor.

Cuidados que evitam prejuízo

O primeiro é conferir o nome do recebedor ao escanear. Golpes com QR Code adulterado funcionam justamente porque quase ninguém lê essa tela antes de confirmar.

O segundo é cuidar de onde o código fica. Adesivo colado por cima do seu, em balcão ou em poste, é um golpe conhecido. Vale checar periodicamente a placa e plastificar ou emoldurar.

O terceiro é usar chave aleatória em material público. Um código impresso com o seu CPF ou telefone entrega esse dado a qualquer pessoa que escanear, o que não acontece com a chave aleatória.

Como conferir se o código está correto antes de imprimir

Um código impresso errado só aparece quando um cliente tenta pagar, e aí o prejuízo já é de imagem, não só de tempo. O teste que resolve leva um minuto: aponte a câmera de outro celular, que não seja o seu, e vá até a tela de confirmação sem concluir o pagamento.

Nessa tela aparecem o nome do recebedor e a instituição financeira, e é isso que precisa ser conferido caractere por caractere. Nome parcialmente mascarado é normal e não impede a checagem, porque as iniciais e o final continuam visíveis.

Vale repetir o teste depois de imprimir, com o material já na versão final. Redução de escala, impressão de baixa qualidade e papel brilhante que reflete luz são causas frequentes de leitura falha, e nenhuma delas aparece quando se testa apenas na tela do computador.

Segurança: o golpe do código trocado

Existe uma fraude simples e eficiente que atinge principalmente comércio físico: alguém cola um adesivo com outro código por cima do original, e os pagamentos passam a cair em outra conta. O comerciante só descobre no fechamento do caixa, às vezes dias depois.

A prevenção é rotina, não tecnologia. Conferir o código exposto no início e no fim do expediente, plastificar ou proteger a peça, evitar deixá-la em local sem supervisão e preferir superfícies em que a colagem de um adesivo por cima seja visível resolvem a maior parte dos casos.

Do lado de quem paga, a regra é sempre a mesma: ler o nome do recebedor na tela de confirmação antes de concluir. Se o nome não corresponde ao estabelecimento, não conclua e avise o responsável. Esse hábito simples é o que interrompe a fraude na porta.

Quando faz mais sentido usar cobrança dinâmica

A escolha entre um código fixo e um gerado por cobrança muda conforme o volume e o tipo de venda. O fixo funciona bem para valores variáveis digitados pelo cliente, para caixinha, para doação e para o pequeno comércio que confere o comprovante na hora.

A cobrança com valor definido faz mais sentido quando o volume cresce e a conferência manual deixa de ser viável, ou quando cada venda precisa ser identificada individualmente. Ela permite associar o pagamento a um pedido específico, o que simplifica muito a conciliação no fim do dia.

Essa modalidade costuma estar disponível no aplicativo do banco para pessoa jurídica e em maquininhas e sistemas de gestão. Vale comparar tarifas antes de contratar, porque as condições variam bastante entre instituições e nem sempre a que oferece a conta gratuita tem a melhor taxa nesse serviço.

Perguntas frequentes sobre QR Code PIX

Preciso pagar para gerar?

Não. O código estático se gera gratuitamente, e o PIX entre pessoas físicas não tem tarifa.

O código estático vence?

Não vence. Ele continua valendo enquanto a chave estiver ativa na sua conta.

Dá para mudar o valor depois?

Não no mesmo código estático com valor. Nesse caso, gera-se outro.

Posso imprimir e usar em vários lugares?

Pode. O mesmo código estático funciona em quantos pontos você quiser.

Preciso de conta jurídica para receber?

Não. Pessoa física pode receber normalmente, com as regras e limites definidos pela própria instituição.

O código funciona em qualquer banco?

Funciona. O padrão é único no país e a leitura acontece pelo aplicativo de qualquer instituição participante.

Resumo

O QR Code PIX estático serve para receber sem controle individual e se gera em segundos a partir da chave; o dinâmico existe para cobrança identificada, com valor e vencimento, e depende de integração. Use chave aleatória em material público, informe o nome do recebedor, teste antes de imprimir e confira periodicamente se ninguém colou um adesivo por cima do seu.

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