Connection Terroirs impulsiona vendas de selo IG para exterior

O Connection Terroirs do Brasil, maior evento de promoção de produtos com Indicação Geográfica (IG), terminou com saldo positivo para os empreendedores. O encontro ocorreu entre os dias 10 e 13 de…

Connection Terroirs impulsiona vendas de selo IG para exterior
Carlos Macedo

O Connection Terroirs do Brasil, maior evento de promoção de produtos com Indicação Geográfica (IG), terminou com saldo positivo para os empreendedores. O encontro ocorreu entre os dias 10 e 13 de junho, em Gramado (RS), e reuniu representantes de 56 produtos com o selo de qualidade, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

De acordo com a Agência Sebrae de Notícias, o evento gerou projeção de quase R$ 6 milhões em negócios. Produtores relataram vendas para o exterior, contatos com compradores do Brasil, troca de experiências e estoques esgotados após as degustações.

Dentre os 56 produtos com IG presentes, 18 participaram pela primeira vez no Connection. O Brasil atualmente conta com 161 produtos com o selo de Indicação Geográfica.

Paula Gripp, diretora da Associação dos Produtores Especiais do Caparaó, da IG Cafés do Cerrado, comemorou os resultados da rodada de negócios. Ela afirmou que já recebeu mensagens de clientes interessados no café e iniciou contatos com empórios. “Ter essa IG é uma carteira de identidade que certifica a nossa condição de café especial”, disse.

Sheila Zanette, presidente da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina, da IG Maçã Fuji de São Joaquim (SC), destacou a importância do evento para pequenos produtores. “Somos mais de 2.600 produtores, 36% da maçã de todo o Brasil vem da região de São Joaquim”, afirmou. Ela explicou que a maçã é doce por ser produzida acima de 1.100 metros de altitude, com mais de 700 horas de frio.

Ketlyn Coutinho, gerente comercial da Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Bailique e Beira Amazonas (AP), da IG Açaí do Bailique, disse que novos horizontes se abriram após a conquista do selo. Ela mencionou um comprador da Austrália interessado no açaí liofilizado e uma venda em andamento para a China. “Já vendi praticamente tudo que eu trouxe para expor”, contou.

Liane Castilhos, apicultora em Camará (RS) e produtora do mel de melato de bracatinga, que tem IG reconhecida nos três estados do Sul, afirmou que o selo aumentou o valor do produto em cerca de 30%. “Antigamente ele era jogado fora”, lembrou. Ela explicou que o mel passa por dois processos enzimáticos e não cristaliza.

Núbia Medeiros, da Associação de Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado, da IG Queijo do Cerrado, participou do evento pela primeira vez. Ela disse estar animada com a troca de contatos e a oportunidade de mostrar o queijo para pessoas de todo o país. “Há um ano e meio deixei meu emprego na prefeitura para me dedicar apenas ao queijo”, afirmou.

Simone Bica, presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, da IG Doces de Pelotas, destacou que a IG é um diferencial para exportação. Ela disse que a rodada de negócios foi “incrível” e que o Sebrae ajuda as associadas com consultorias e capacitações. “Pessoas que até então eram só doceiras, hoje são empreendedoras”, concluiu.