Economia Criativa: Pequenos negócios transformam cultura e tecnologia no Brasil

Em artigo publicado recentemente, o presidente do Sebrae destacou a parceria entre a instituição e o Ministério da Cultura para fortalecer os pequenos negócios do setor de economia criativa. O texto aponta…

Economia Criativa: Pequenos negócios transformam cultura e tecnologia no Brasil
Foto: Erivelton Viana

Em artigo publicado recentemente, o presidente do Sebrae destacou a parceria entre a instituição e o Ministério da Cultura para fortalecer os pequenos negócios do setor de economia criativa. O texto aponta que as cores vibrantes da moda refletem a cultura e o estilo brasileiros. O audiovisual, por sua vez, é formado majoritariamente por negócios de pequeno porte. Na área de tecnologia, o Brasil se destaca com um forte movimento de startups em todo o país.

Segundo o artigo, em qualquer eixo da economia criativa, os pequenos negócios têm um papel de transformação econômica e social. O setor reúne talento, identidade cultural, inovação e tecnologia, gerando oportunidades de desenvolvimento sustentável e renda em todas as regiões. Os números mostram a relevância do segmento. Em 2023, a economia criativa representou 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, movimentando cerca de R$ 393,3 bilhões, segundo dados da Firjan.

O setor é diverso e inclui atividades ligadas ao consumo, como design, moda e publicidade; à mídia, com audiovisual e editorial; à cultura, com artes, patrimônio e música; e à tecnologia, abrangendo TIC, pesquisa, desenvolvimento e biotecnologia. Além da contribuição econômica, o setor é um importante gerador de empregos. A economia criativa empregava cerca de 7,4 milhões de trabalhadores em 2023, com expectativa de chegar a 8,4 milhões até 2030. A presença dos pequenos negócios é forte: são mais de 111 mil micro e pequenas empresas em atividade, que movimentam aproximadamente R$ 400 bilhões por ano.

O acordo de cooperação técnica firmado em outubro de 2024 entre o Sebrae e o Ministério da Cultura estabeleceu uma agenda nacional para fortalecer a cultura e a economia criativa. A Rede de Cultura e Economia Criativa está presente nas 27 unidades federativas. Atualmente, 15 estados executam seus planos de trabalho para 2026 e outros sete estão em fase de planejamento. As ações alcançam dez cidades, com 208 atividades em andamento e mais de 3.500 pessoas diretamente beneficiadas. A estratégia atinge especialmente comunidades em situação de maior vulnerabilidade social.

Apesar dos avanços, o artigo aponta desafios. A concentração das atividades criativas nas regiões Sul e Sudeste mostra a necessidade de ampliar oportunidades em outras partes do país. Também é preciso fortalecer a formalização dos empreendedores e expandir o acesso ao crédito, à capacitação, à inovação e aos mercados internacionais. Para que a economia criativa continue crescendo, o texto defende o investimento em políticas públicas estruturantes, como qualificação profissional, estímulo à inovação e modernização da infraestrutura.

O Brasil, com sua diversidade cultural, tem capacidade de transformar criatividade em valor econômico. O artigo conclui que apoiar os pequenos negócios criativos fortalece não apenas um setor produtivo, mas também a cultura, a identidade e o potencial de inovação do país. A economia criativa é vista como uma oportunidade para construir um Brasil mais competitivo, inclusivo e sustentável.