Pesquisa do Sebrae e da FGV, realizada em maio, mostra que 70% dos microempreendedores individuais (MEIs) se consideram preparados para a demanda da Copa do Mundo. Desses, 43% disseram estar parcialmente preparados e 27%, muito preparados para os impactos do evento.
No Sudeste, quase 30% dos MEIs se declararam muito preparados. Já nas regiões Norte e Centro-Oeste, mais de 54% afirmaram estar parcialmente preparados.
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a entidade torce e apoia as pequenas empresas brasileiras. Segundo ele, grandes eventos como a Copa do Mundo movimentam a economia e impactam os pequenos negócios locais.
Entre os segmentos, o Comércio lidera as expectativas: 21% dos MEIs esperam aumento no fluxo de clientes e vendas. Em seguida, aparecem Serviços (18%) e Indústria (15%). No Nordeste, mais de 22% dos MEIs acreditam em impacto positivo no faturamento, o maior otimismo entre as regiões.
A região Nordeste também se destaca como a que mais espera mudanças nos negócios com a Copa. A expectativa é de aumento de demanda (25%) e necessidade de adaptação de produtos e serviços (13%). Já o Sul é a região que menos espera impactos do evento nos negócios, com 46% dos MEIs sem expectativa de mudanças.
O Sebrae divulgou dicas para os pequenos negócios durante o período da Copa do Mundo. A primeira orientação é mapear as datas e horários dos jogos da seleção brasileira e dos principais jogos da primeira fase para ajustar estoques, cardápios e horários de atendimento.
Outra dica é criar campanhas temáticas com elementos visuais e linguísticos regionais. O Sebrae alerta para evitar o uso de símbolos oficiais da Copa do Mundo para comercialização própria, pois essas marcas são licenciadas e o uso indevido pode gerar problemas.
A entidade também recomenda estimular experiências coletivas, como eventos de torcida, promoções em grupo ou transmissões em espaços compartilhados. Por fim, sugere fortalecer a experiência dos clientes no estabelecimento e a presença no ambiente digital, com ações no Instagram, WhatsApp e TikTok, aproveitando o alto volume de interações.
